Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Março 05 2010

 

Ressurgi na brandura da minha voz
(sim, da minha!)
Avizinhei-me da minha própria saudade
E beijei a esperança
 
O azedume escorreu-me por entre os dedos
Ficando num poema de desencanto
(desses que costumava escrever)
 
O refulgir do olhar
(do meu olhar)
Encosta-me à vida com a doçura dos novos dias
Agora, tudo é tão claro e colorido
Como um peito livre de palavras mórbidas
 
 
publicado por Vanda Paz às 09:08
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Janeiro 24 2010

 

Por muito que a terra gema

não se consegue calar o poema

em gritos desorientados pela aflição.

 

Doem-me os dedos pelas palavras tristes,

doem-me os olhos pelo sangue que escorre. 

 

Desespera-se por um tempo vagabundo

onde o caminho se instala em cada olhar.

 

Carrega-se a vida dorida nas lágrimas

que assentam pesadas nos ombros

dos que ficaram.

 

Entorna-se assim o mar imenso em cada onda

de morte … como um pesadelo.

 

Leves são as almas que chegam ao céu, sem asas

 

…porque não houve tempo.

 

 

publicado por Vanda Paz às 16:48
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Dezembro 15 2009

 

 

Rasgo o brilho da hipocrisia

abortando a música que me ilude.
 
Reinvento o caminho,
ensaio passos de alegria solta
e vou ao encontro da realidade.
 
São as luzes que ecoam imensas,
o dinheiro presenteado em disparate.
 
Tudo tão solene e impróprio,
deixam as cores do abismo
manchar as sombras da pobreza.
 
Fica bem apregoar o amor, a ternura
com molhos de rosas com fome e sem cheiro.
 
Descansemos, por hora, os peitos
nas areias movediças a que lhes chamamos paz
para amanhã
sabermos que o amor nasce de um simples sorriso.
 
 
Vanda Paz

 

 
publicado por Vanda Paz às 09:13
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Novembro 21 2009

no poisar da tua mão na minha
atravesso florestas e mares
onde a amizade é o caminho

as palavras são sempre o sol
que aquecem os olhares,
por vezes cansados e tristes

do teu sorriso, trago o abraço
que me preenche a vida
pela sinceridade
com que me abres o teu peito

 

 

Vanda Paz

 

 

publicado por Vanda Paz às 22:06
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Novembro 09 2009

Trago segredos nas pontas dos dedos
e não tenho corpo para os deixar.

Trago dunas de memórias inquietas
e o horizonte não chega para as acalmar.

É tão breve
a essência do mundo no infinito do teu olhar.
É tão grande
o meu peito quando se abre dentro da palavra.

Tocas-me no silêncio
que a minha boca encerra
e beijas-me subtilmente o desejo de te ter.

publicado por Vanda Paz às 08:57
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Outubro 12 2009
Deste sangue que me escorre da alma,
desta dor que se enlaça à carne,
provocando-a,
devorando-a…
Fica um segmento de vida
pendurado num tempo que jamais retorna.


Palpita-me que o pensamento fugiu

à vontade de ficar.
Que as cordas
que tocam a voz aposentaram-se
cansadas de gemidos silenciosos
e de gritos que se recolheram
à chegada da dor.


Para que não deixe o corpo morrer

injecto-me de palavras
que me enchem o peito de ar
e brilho nos olhos.
Só o oxigénio de um poema me faz renascer.
Só o chão feito de roldanas aguçadas
faz mover as frases compostas de esperança,
não esmorecendo o sorriso.


Por vezes também vens, atenuando-me a dor

ao embriagar-me os sentidos.


Vou rasgando devagar o tempo.

Vou alimentando aos poucos
o futuro que já se adivinhou,
tentando me convencer que o sol vai lá estar,
mesmo em céu encoberto e frio.
 
 
Vanda Paz
publicado por Vanda Paz às 19:14
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Setembro 30 2009

 

De uma semente
colocada em terra fértil
de amor puro e terno.
Desabrochou
uma flor,
que foi cuidada,
protegida,
longe de qualquer dor.
O sol não a murchou.
O frio não a queimou.
O vento não a derrubou
pela protecção que teve
de quem a cuidou.
 
A flor cresceu
e rebentos deu
também amparados
pelo mesmo amor.
É bom saber
que me posso erguer
em terra segura.
De mãos dadas em união
num laço que não desata
e que nos mantém
bem juntos ao coração.
 
 
 
09-01-07
 
Vanda Paz
 
 
publicado por Vanda Paz às 16:16
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Setembro 29 2009

 

 

 

O meu amigo e escritor António Paiva mostra, mais uma vez, a sensibilidade para os problemas das crianças e jovens do nosso país lançando um livro em que a totalidade da receita reverte a favor da APPCDM de Setúbal. Um projecto que foi por ele proposto a várias pessoas e entidades que, desde logo, aderiram com vontade e orgulho. A  capa tem por base uma pintura a óleo sobre tela feita propositadamente  para o efeito pela pintora Helena Paz, amiga do autor e minha mãe.  Tendo as empresas Lusis, Lda,  as Edições REDITEP,  Lda e a Linkprint  Gráfica, Lda dado corpo ao livro e contribuido, também, para que este  projecto se realizasse.

É com muito orgulho que estarei presente no dia 3 de Outubro para que possa sentir os sorrisos dos meninos e jovens da APPCDM de Setúbal.

Espero encontrar-vos por lá

Abraço

Vanda Paz


publicado por appoetas às 16:14
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Setembro 27 2009

 

Nas Primaveras do teu sorriso

Balanço-me sem medo do tempo

Não existem ponteiros no meu peito
Só o bater de um coração
Que chama por ti, sem pressas
 
Espero, paciente
Que me dispas o silêncio
E que te entregues
Aos murmúrios do meu corpo,
Ferida aberta de paixão
Que afago suavemente
Com a palma da minha mão
 
A vindima é perfeita
Quando colho o brilho do teu olhar
Fruto maduro e cuidado
Que eu deixo, em mim, fermentar
Embriagando o desejo, sufocando a saudade
Para que possa sorrir sem deixar de sonhar
 
Em breve, provaremos o vinho novo.
 
 
Vanda Paz
 

 

publicado por Vanda Paz às 22:11
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Setembro 22 2009

Tomara eu, poder beijar o sol,
Incendiar os ventos, morder o anzol.

Ter a coragem de olhar a lua
Esquecer as palavras do peito… e ser tua.

Tomara eu, beber a aurora
Misturar-me na terra, trazer o outrora.

Mergulhar sem medo em mar agitado
Esquecer-me de mim… sentir o pecado.

Tomara eu… deixar de ser…

 

 

 

Vanda Paz

publicado por Vanda Paz às 21:55
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